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‘Voltei sozinho para casa’, diz marido de mulher que morreu em hospital durante parto, no DF

‘Voltei sozinho para casa’, diz marido de mulher que morreu em hospital durante parto, no DF

 

Adriano Rodrigues da Silva diz que Dayane Barbosa da Silva foi vítima de negligência. Caso ocorreu nesta segunda-feira (28), no Paranoá; Secretaria de Saúde diz que analisa caso.

 

Por Maria Fernanda e Afonso Ferreira, TV Globo

29/08/2023 09h56  Atualizado há um dia

 

A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher grávida no Hospital Região Leste, conhecido como Hospital Regional do Paranoá, no Distrito Federal. De acordo com o marido da vítima, a morte dela e do bebê após o parto foi causada pela negligência durante o atendimento.

 

Adriano Rodrigues da Silva, de 30 anos, contou que a esposa deu entrada no hospital na manhã de sexta-feira (25). Segundo o homem, Dayane Barbosa da Silva, de 31 anos, estava na fase final da gestação e sentia dores. Em nota, a Secretaria de Saúde diz que, desde o início, o bebê foi monitorado.

 

A pasta disse ainda que “está apurando o caso e será analisado pela Comissão de óbito materno-infantil” (veja íntegra da nota abaixo).

 

No entanto, a mulher foi orientada a voltar no dia seguinte, para realização de exames. De acordo com o marido, a análise feita no sábado (26) constatou que “havia muito líquido na barriga da criança e estava extremamente inchada”.

 

Por causa do quadro, a mulher foi internada, mas os médicos decidiram induzi-la, com medicação, ao parto normal, apesar do diagnóstico anterior. Porém, o procedimento não teve sucesso e apenas por volta das 19h de domingo, quando Dayane já apresentava fortes dores no abdômen e passou a convulsionar, os médicos decidiram dar início à cesárea, segundo Adriano.

 

Segundo a investigação da Polícia Civil, a cesárea “produziu forte sangramento – contínuo e não intermitente – provocando a morte de Dayane”. Ao todo, ela passou por sete médicos antes de morrer. A criança também não resistiu.

 

À TV Globo, Adriano disse que, se a cesárea tivesse sido feita mais cedo, ela poderia ainda estar viva. “Os dois estariam vivos, mas, infelizmente, eu não estou com nenhum dos dois”, afirmou.

 

O que diz a Secretaria de Saúde

 

“A Secretaria de Saúde informa que a paciente DBS, de 27 anos, foi atendida no Hospital da Região Leste (HRL) no dia 26 de agosto. Desde o início do atendimento, o binômio mãe – feto foi continuamente monitorado.

 

Durante a evolução do trabalho de parto, a equipe obstétrica evidenciou instabilidade clínica materna, sendo indicada interrupção imediata da gestação.

 

Havendo o diagnóstico de uma patologia obstétrica que pode evoluir para óbito do feto em 50% dos casos e em 2% em casos de morte de mãe e feto.

 

A Secretaria ressalta que está apurando o caso e será analisado pela Comissão de óbito materno-infantil. O HRL é um hospital que atende Obstetrícia de Alto Risco e realizou, em 2022, 2.831 partos. Já em 2023, foram realizados 2.040 partos.”

 

Adriano da Silva é marido da mulher grávida que morreu no Hospital Regional do Paranoá, no DF — Foto: TV Globo/Reprodução

Adriano da Silva é marido da mulher grávida que morreu no Hospital Regional do Paranoá, no DF — Foto: TV Globo/Reprodução

 

Dayane Barbosa da Silva, de 31 anos, estava na fase final da gestação e sentia dores. Em nota, a Secretaria de Saúde diz que, desde o início, o bebê foi monitorado.