‘Dirija como uma mulher’: deputado Robério Negreiros propõe campanha contra assédio e preconceito de gênero no trânsito do DF

Na AgroBrasília, Ibaneis Rocha comenta atual situação da saúde no DF
24 de maio de 2024
Irmã de prefeita é morta a facadas em Brasília; polícia apura feminicídio
26 de maio de 2024
Exibir tudo

‘Dirija como uma mulher’: deputado Robério Negreiros propõe campanha contra assédio e preconceito de gênero no trânsito do DF

‘Dirija como uma mulher’: deputado Robério Negreiros propõe campanha contra assédio e preconceito de gênero no trânsito do DF

 

A campanha também deverá divulgar informações sobre assédio e outras formas de discriminação contra condutoras do sexo feminino

 

Foi lido em plenário, na última quarta-feira (22), o projeto de lei (PL) 1114/24, de autoria do deputado distrital Robério Negreiros (PSD), que cria a Campanha Permanente “Dirija como uma Mulher”, com o intuito de combater a discriminação e a violência contra as mulheres no trânsito do Distrito Federal. A proposta foi apresentada à Câmara Legislativa do DF (CLDF) no mês conhecido pelo movimento Maio Amarelo, uma iniciativa mundial dedicada à segurança no trânsito.

 

Segundo Negreiros, apesar dos avanços e conquistas femininas na sociedade, as mulheres ainda enfrentam preconceito e machismo no trânsito. “Lamentavelmente, é apenas um dos muitos lugares onde ocorrem violências e preconceitos de gênero”, afirma o distrital.

 

 

O preconceito contra as mulheres no trânsito, conforme descrito no projeto, é sintetizado na expressão “mulher no volante, perigo constante”. Porém, as estatísticas caminham no sentido contrário: os homens se envolvem muito  mais em acidentes de trânsito do que as mulheres.

 

De acordo com os dados do Detran-DF, das 248 vítimas de acidentes fatais ocorridos em 2023, 202 (81%) eram do sexo masculino e 46 (19%) eram do sexo feminino. Já no ano anterior, das 282 pessoas que morreram no trânsito, 45 eram mulheres, o que corresponde a 16% do total de óbitos. 

 

A campanha proposta pelo distrital também deverá divulgar informações sobre assédio, preconceito de gênero e outras formas de discriminação contra mulheres no trânsito. Também fornecerá os telefones dos órgãos públicos que oferecem apoio e atendimento às mulheres, incentivará a denúncia e promoverá a conscientização tanto do público quanto dos profissionais sobre qualquer ato discriminatório ou violento contra mulheres ao volante, entre outras ações.