Veja quem são os presos da operação que investiga contratação irregular de empresa por OS da saúde

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Veja quem são os presos da operação que investiga contratação irregular de empresa por OS da saúde

Entre os investigados está Daniel Alexandrino, irmão do ex-secretário de Saúde de Goiás, Ismael Alexandrino. Outras duas pessoas apontadas como laranja também foram detidas.

 

Por Vitor Santana, g1 Goiás

26/01/2023 12h51  Atualizado há 14 minutos

 

A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (26) três pessoas suspeitas de envolvimento na contratação irregular de uma empresa por uma organização social que administra hospital em diferentes cidades de Goiás. Os detidos são Daniel Alexandrino, irmão do ex-secretario de Saúde, Ismael Alexandrino, e duas pessoas apontadas pela Polícia Civil como laranjas.

 

Daniel Alexandrino

Daniel Alexandrino, irmão do ex-secretário de saúde Ismael Alexandrino — Foto: Reprodução/Instagram

Daniel Alexandrino, irmão do ex-secretário de saúde Ismael Alexandrino — Foto: Reprodução/Instagram

 

Daniel é médico e tem com especialização em cirurgia vascular e angiologia. Nas redes sociais, Daniel se apresenta como tenente da Marinha, gestor em saúde e trader.

Segundo as investigações, é o verdadeiro dono da empresa Amme Saúde, que foi contratada pela organização social Instituto Brasileiro de Gestão Compartilhada (IBGC) para prestar serviços a hospitais. A Polícia Civil informou que o IBGC teria contratado de forma irregular a empresa terceirizada, já que havia o parentesco entre o verdadeiro dono e o então secretário de saúde, Ismael Alexandrino.

 

Daniel é médico e tem com especialização em cirurgia vascular e angiologia. Nas redes sociais, Daniel se apresenta como tenente da Marinha, gestor em saúde e trader.

Segundo as investigações, é o verdadeiro dono da empresa Amme Saúde, que foi contratada pela organização social Instituto Brasileiro de Gestão Compartilhada (IBGC) para prestar serviços a hospitais. A Polícia Civil informou que o IBGC teria contratado de forma irregular a empresa terceirizada, já que havia o parentesco entre o verdadeiro dono e o então secretário de saúde, Ismael Alexandrino.

O advogado de Daniel não falou com a imprensa sobre a prisão do cliente.

Andréia Lopo de Oliveira Silva

Andréia Lopo de Oliveira Silva, apontada como laranja em empresa — Foto: Reprodução/Instagram

Andréia Lopo de Oliveira Silva, apontada como laranja em empresa — Foto: Reprodução/Instagram

 

Andréia é registrada como parte do quadro de sócios da empresa Amme Saúde, investigada na operação. No site da Amme, ela é listada como responsável legal. No entanto, a Polícia Civil disse que ela é usada como laranja no esquema de fraude na contratação.

Procurados na delegacia durante a prisão de Andréia, o advogados não falaram com a imprensa.

 

Fernando Borges de Oliveira

Fernando Borges de Oliveira, investigado em operação de contratação irregular de empresa por OS da saúde — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Fernando Borges de Oliveira, investigado em operação de contratação irregular de empresa por OS da saúde — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

 

Fernando é administrador operacional e já trabalhou em várias instituições financeiras, segundo a defesa. O nome dele consta no site da Amme como um dos responsáveis pela empresa.

O advogado Valdemir Pereira da Silva informou que a defesa “recebe com serenidade a decisão judicial cumprida em seu desfavor e afirma que comprovará a inocência de Fernando quanto às imputações que ora lhe são feitas”.

 

Investigações

As investigações começaram após a polícia receber informações sobre irregularidades nos contratos de gestão da OS Instituto Brasileiro de Gestão Compartilhada (IBGC), que teria terceirizado o serviço para a empresa Amme Saúde. Ela seria registrada em nomes de laranjas, mas pertenceria, na realidade, a Daniel Alexandrino.

A OS é responsável por administrar cinco hospitais no estado. Nos contratos com o Hospital Estadual de Itumbiara e as Policlínicas das Regionais de São Luís dos Montes Belos e da cidade de Goiás, a suspeita é que houve um direcionamento à empresa terceirizada por meio de processos de contratações simulados.

Daniel Alexandrino, Andréia Lopo de Oliveira Silva e Fernando Borges de Oliveira foram presos em operação — Foto: Montagem/g1 Reprodução/Instagram e Reprodução/TV Anhanguera

Daniel Alexandrino, Andréia Lopo de Oliveira Silva e Fernando Borges de Oliveira foram presos em operação — Foto: Montagem/g1 Reprodução/Instagram e Reprodução/TV Anhanguera

 

Em nota, a IBGC disse que ainda não tem conhecimento oficial de todos os dados contidos nos mandados, mas está colaborando com as investigações. “O IBGC reafirma que será mantida a regularidade do atendimento à saúde e gestão nas Policlínicas e unidades de saúde administradas por essa Organização Social”, informou.

 

“A organização social pode subcontratar esse serviço concedido a ela. A OS não é obrigada a fazer um processo de licitação, eles adotam um procedimento de concorrência simplificado. E esse processo é que há indícios de que foi direcionado a essa empresa vencedora por meio de simulação de concorrência”, disse o delegado Francisco Lipari.

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás informou que a ação é reflexo do trabalho de uma força-tarefa instalada na SES por determinação do governador Ronaldo Caiado, com participação da Controladoria-Geral do Estado, antes da atual gestão da secretaria.

A pasta ainda informou que o governo de Goiás não admite eventuais desvios dentro da gestão pública e seus mecanismos de controle trabalham de forma permanente para coibir e investigar qualquer indício de irregularidade.

Operação

Além dos três mandados de prisão, foram cumpridos outros 17 de busca e apreensão. Os mandados foram cumpridos em Goiânia, São Luís de Montes Belos e Palmeiras de Goiás. Um dos alvos foi o ex-secretário Ismael Alexandrino. Na casa dele foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos, incluindo o celular.

A Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 11 milhões dos investigados. Os crimes apurados são de organização criminosa, falsidade ideológica, uso de documento falso, advocacia administrativa e de lavagem de dinheiro.