Servidores do Detran-DF são suspeitos de receber propina para favorecer empresas e aprovar vistorias irregulares

Milei faz 1º discurso após ser empossado como presidente: “Hoje começamos uma era de reconstrução da Argentina”
10 de dezembro de 2023
Entenda a proposta de concessão da Rodoviária do Plano Piloto
12 de dezembro de 2023
Exibir tudo

Servidores do Detran-DF são suspeitos de receber propina para favorecer empresas e aprovar vistorias irregulares

Policiais cumprem 11 mandados de busca e apreensão. Esquema consistia em usar laranjas para burlar resoluções do Contran; Detran diz que vai afastar servidor e que colabora com investigação.

 

Por Rita Yoshimine, TV Globo

12/12/2023 07h27  Atualizado há 3 horas

 

A Polícia Civil, com apoio do Ministério Público do Distrito Federal, deflagrou, nesta terça-feira (12), uma operação que investiga um esquema de corrupção que envolve servidores do Departamento de Trânsito (Detran) e donos de empresas de vistoria e estampagem de placas.

 

A suspeita é de que os funcionários públicos recebiam propina para favorecer os empresários e aprovar inspeções veiculares irregulares (veja detalhes abaixo). Ao todo, os investigadores cumprem 11 mandados de busca e apreensão. As ordens são cumpridas em BrazlândiaTaguatingaLago Norte e Luziânia (GO), no Entorno do Distrito Federal.

 

Em nota, o Detran disse que acompanha a investigação e colabora com a Polícia Civil. O órgão afirmou ainda que o servidor será afastado.

 

As ações são feitas na casa dos investigados e nas sedes das empresas credenciadas pelo Detran, além do Núcleo Regional de Trânsito de Brazlândia.

 

Além dos mandados, foi determinada a suspensão de exercício da função pública por parte dos servidores envolvidos. Eles também ficam proibidos de acessar as dependências do local de trabalho.

 

Operação investiga servidores do Detran, no DF — Foto: TV Globo/Reprodução

Operação investiga servidores do Detran, no DF — Foto: TV Globo/Reprodução

 

Esquema

 

Segundo a investigação, o esquema consistia em usar laranjas no quadro societário para burlar resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que regulam o credenciamento de empresas privadas no ramo do serviço de identificação veicular. A ideia era evitar as etapas da legalização de um veículo.

 

Os crimes investigados são corrupção passiva e ativa, falsidade documental e associação criminosa. Se condenados, os suspeitos podem cumprir até 20 anos de prisão.

 

A operação foi batizada de “Amigos do Rei”. A ação ocorre por intermédio da Delegacia de Repressão à Corrupção e da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (Prodep).