Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são eleitas senadoras pelo DF

Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são eleitas senadoras pelo DF

 

Aliadas e ambas filiadas ao PL, as duas ocupam pela primeira vez uma cadeira no Senado

 

Jovem Pan

04/10/2026 às 20h14

 

Com 100% das urnas apuradas, ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e a deputada federal Bia Kicis (PL) foram eleitas senadoras pelo Distrito Federal neste domingo (4).

 

Michelle obteve 938.496 votos, equivalente a 29,05%. Bia registrou 886.616 votos, corresponde a 27,44%.

 

Quem é Michelle Bolsonaro

 

Michelle nasceu em Ceilândia, no Distrito Federal, em família de origem humilde. Após o ensino médio, trabalhou como demonstradora de produtos e, a partir de 2004, como secretária parlamentar na Câmara dos Deputados, onde conheceu o então deputado Jair Bolsonaro em 2007. Casaram-se no mesmo ano; ela deixou o cargo em 2008, após restrições ao nepotismo, e passou a atuar como intérprete de Libras e em atividades da igreja evangélica.

 

Como primeira-dama, entre 2019 e 2023, priorizou pautas sociais ligadas a pessoas com deficiência, doenças raras, autismo e inclusão da Libras — chegou a discursar em língua de sinais na posse presidencial.

 

Na campanha de 2022, ganhou maior visibilidade ao buscar reduzir a rejeição do marido no eleitorado feminino.

 

Após o fim do governo, assumiu em março de 2023 a presidência nacional do PL Mulher, cargo que ocupou até junho de 2026 e no qual percorreu o país para ampliar a filiação de mulheres ao partido. O período consolidou sua projeção na direita, embora tenha sido marcado por atritos internos, inclusive com o enteado Flávio Bolsonaro. Em 2026, pela primeira vez, disputou um cargo eletivo.

 

Quem é Bia Kicis

 

Bia Kicis nasceu em Resende (RJ). Formada em direito pela Universidade de Brasília, começou a carreira como advogada no Serpro e, em 1992, ingressou por concurso na Procuradoria-Geral do Distrito Federal, onde atuou até se aposentar, por volta de 2015-2016. Antes de entrar na disputa eleitoral, ganhou projeção como ativista e youtuber ligada a pautas da direita, entre elas o voto impresso auditável e o movimento Escola sem Partido, e participou de mobilizações pelo impeachment de Dilma Rousseff.

 

Em 2018, foi eleita deputada federal pelo Distrito Federal pelo PRP, com 86.415 votos; depois migrou para o PSL e, em seguida, para o PL.

 

No primeiro mandato, exerceu a vice-liderança do governo Bolsonaro no Congresso e, em 2021, tornou-se a primeira mulher a presidir a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara. Reeleita em 2022 com 214.733 votos — a maior votação para a Câmara no DF naquele pleito —, manteve-se entre as principais aliadas do ex-presidente e, na legislatura seguinte, chegou a liderar a minoria na Casa.

 

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