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GDF vai investir R$ 60 milhões em equipamentos públicos para Água Quente

‌Criada em dezembro de 2022, região administrativa vai ganhar quatro escolas, unidade básica de saúde e outros espaços para atender os cerca de 35 mil moradores

 

Ian Ferraz, da Agência Brasília I Edição: Débora Cronemberger

 

Criada em dezembro de 2022, a Região Administrativa (RA) de Água Quente vai ganhar equipamentos públicos para ofertar a infraestrutura que os moradores tanto necessitam e pedem. Para a cidade, o Governo do Distrito Federal (GDF) prevê um investimento de R$ 60 milhões em equipamentos públicos de saúde, educação, segurança pública, lazer e assistência social.

 

‌Os primeiros passos serão dados na educação, com a construção de quatro unidades para ofertar aulas do ensino infantil ao médio. O plano do governo é construir creche, jardim de infância, Escola Classe e Centro Educacional. Dessa forma, a região consegue eliminar os longos trajetos que os estudantes fazem hoje até o Recanto das Emas, a cidade mãe da RA recém-criada.

 

O plano inclui a construção de uma feira permanente, espaços para atendimento das polícias Civil e Militar, Unidade Básica de Saúde (UBS), praça e um Centro de Referência de Assistência Social (Cras).

 

“As escolas são para eliminar o longo trajeto feito pelo transporte escolar. Faremos uma nova UBS, pois a que existe hoje é pequena, em uma área alugada, e não oferta toda a estrutura necessária. Também teremos uma feira, que hoje funciona de forma improvisada e que não é concedida pelo governo. Estamos levando a infraestrutura mínima para a cidade funcionar”, explica o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo.

 

Água Quente foi transformada em região administrativa no final de 2022 e recebe investimentos para mais infraestrutura | Foto: Divulgação/GDF Presente

 

Para a construção das escolas, serão buscados recursos junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), enquanto as demais obras serão feitas com recursos do Tesouro.

 

“Assim como toda região administrativa, Água Quente precisa de equipamentos públicos para atender a população, já que muitos saem daqui para as cidades próximas para realizar suas atividades”, afirma a administradora regional, Lúcia Gomes da Silva.

 

“É muito importante focar na implementação de escolas, temos crianças matriculadas no Recanto das Emas e em Samambaia, e elas precisam estar mais próximas de casa, sendo menos cansativo não só para elas, mas para os pais também. Nossa cidade já tem uma população significativa, então é preciso trazer saúde, educação, segurança e lazer para cá”, pontuou.

 

Uma das regiões administrativas mais novas do DF, Água Quente possui cerca de 35 mil moradores | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

 

Segundo a coordenadora da Regional de Ensino do Recanto das Emas, Mariana Ayres, a construção dessas unidades é essencial para desafogar a rede. “Trazemos de Água Quente para o Recanto das Emas um total de 831 estudantes, desde o primeiro ano do ensino fundamental até o médio. A construção dessas escolas é importante para ofertamos ensino mais próximo dos estudantes. Temos a expectativa da construção da creche, de uma escola de educação infantil, uma para atender anos iniciais do ensino fundamental e de um Centro Educacional (CED) para os anos finais do fundamental e ensino médio”, comenta.

 

‌A área para receber esses equipamentos tem 55 mil m² e está sendo desapropriada pela Agência de Desenvolvimento (Terracap). Na sequência, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh) fará os projetos urbanísticos da região.

 

‌“É um grande avanço, porque nós estamos chegando com a infraestrutura. A região alcançou 35 mil pessoas e as demais condicionantes para se transformar numa região administrativa, como as condições socioeconômicas e a distância para outras regiões administrativas”, acrescentou o secretário de Governo.

 

‌Vale lembrar que, financeiramente, Água Quente ainda é vinculada ao Recanto das Emas. Sendo assim, depende das emendas parlamentares e recursos da Fonte 100 dirigidos a ela. Isso ocorre porque o orçamento de 2023 do DF foi definido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) antes da criação das novas regiões administrativas. Para o próximo ano, a LDO deve incluí-la e dar mais autonomia de atuação.