Farmácia Viva de Planaltina é referência em fitoterápicos

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Farmácia Viva de Planaltina é referência em fitoterápicos

Pioneira no DF, unidade da região administrativa completa 40 anos em 2023; além dos medicamentos, também são distribuídas plantas in natura e mudas

 

Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto

 

‌A Farmácia Viva do Centro de Práticas Integrativas (Cerpis) de Planaltina é referência no desenvolvimento de fitoterápicos no Distrito Federal. Vinculado à Secretaria de Saúde (SES), o equipamento desenvolve medicamentos em formato de gel, tintura e xarope, utilizando seis plantas medicinais – guaco, erva-baleeira, babosa, alecrim-pimenta, funcho e boldo. O gel é de uso tópico, enquanto o xarope é ingerido oralmente, assim como a tintura, que deve ser diluída em água.

 

Lote de erva-baleeira produzido nos hortos da Secretaria de Saúde: planta serve de base para medicamento contra artrite e artrose | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília

 

No fim de setembro, a equipe farmacêutica produziu mais um lote do gel de baleeira, uma planta medicinal brasileira com capacidades anti-inflamatórias e analgésicas. O medicamento é indicado para alívio de dores associadas a músculos e tendões, como artrite e artrose, e encaminhado para as gerências de saúde da Região Norte do DF, que definem para quais unidades básicas de saúde (UBSs) serão destinados.

 

Alívio de dores

 

O gel é produzido em etapas seguindo tecnologia estipulada por diretrizes nacionais e distribuído em frascos. Na última leva, foram fabricados 240 frascos do gel, cada um com 30 g – totalizando mais de 7 kg do medicamento. A cadeia produtiva envolve diversas pessoas – desde quem colhe as folhas nos hortos até a equipe da farmácia, que produz o medicamento. As folhas da erva-baleeira que dão origem ao gel são colhidas nos hortos da SES.

 

A erva-baleeira também pode ser ingerida na forma de chá e no extrato seco, em cápsula, com a mesma atividade farmacológica (anti-inflamatória e analgésica). Nesse caso, é uma estratégia para cólicas menstruais, fibromialgia, artrite e artrose. As três formas farmacêuticas estão disponíveis no Brasil, mas apenas o gel e as folhas secas são entregues pelo Cerpis.

 

“Nós fabricamos para atender a demanda da comunidade assistida”, explica a chefe do Núcleo de Farmácia de Manipulação do Cerpis de Planaltina, Isabele Aguiar. “É uma planta que auxilia no alívio dos sintomas de dores crônicas.”

 

Acolhimento e triagem

 

Há 40 anos em funcionamento, a Farmácia Viva de Planaltina trabalha com manipulação e também distribui plantas

 

A Farmácia Viva da região administrativa é pioneira no DF e completa 40 anos de existência neste ano. Além dos medicamentos, também distribui plantas in natura, tanto em folhas frescas quanto em mudas. “A população sabe que esse lugar é dela e que ele existe por isso”, afirma Isabele. “É um resgate da cultura e do saber das pessoas. Com as plantas, conseguimos unir o que é tradicional, popular, com o uso científico.”

 

‌Há 11 anos atuando na farmácia de Planaltina, Isabele atenta: “O acesso às plantas de forma segura, em que a pessoa sabe que as questões de saúde serão tratadas, é muito importante. Às vezes conseguimos tratar doenças que não precisam da complexidade de um medicamento químico, mas que são resolvidas com um chá”.

 

‌Além dos fitoterápicos, o Cerpis de Planaltina oferece atividades integrativas para a comunidade. “Como qualquer unidade básica de saúde, é uma porta de entrada”, esclarece a gerente da unidade, Daniele Amaro. “Qualquer usuário, atendido ou não pela rede privada, é acolhido, triado e direcionado ao que precisa, dentro do que oferecemos.”

 

Saúde que vem da natureza

 

Existem duas unidades da Farmácia Viva no DF: uma em Planaltina e outra no Riacho Fundo. Ambas seguem os protocolos estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e da Resolução n° 886, de 20 de abril de 2010, que estipula que as farmácias vivas devem realizar as etapas de cultivo, coleta, processamento e armazenamento de plantas medicinais.

 

Os fitoterápicos disponíveis na rede pública de saúde são padronizados pelo Formulário Fitoterápico da Farmacopeia Brasileira, da Anvisa, e foram definidos conforme o perfil epidemiológico do DF. A população pode retirar o medicamento gratuitamente mediante apresentação de prescrição, em duas vias, e documento pessoal.

 

‌Unidades distribuidoras de fitoterápicos 

 

→ UBS 1 da Candangolândia
→ UBS 1 da Estrutural
→ UBS 1 do Guará I
→ UBS 3 do Guará II
→ UBS 4 do Lucio Costa
→ UBS 1 do Núcleo Bandeirante
→ Farmácia do Instituto de Saúde Mental do Riacho Fundo
→ UBS 1 do Riacho Fundo
→ UBS 1 do Riacho Fundo II
→ UBS 2 do Gama
→ UBS 5 do Gama
→ UBS 2 do Recanto das Emas
→ UBS 4 do Recanto das Emas
→ UBS 2 de Samambaia
→ UBS 3 de Samambaia
→ UBS 4 de Samambaia
→ UBS 5 de Taguatinga
→ UBS 6 de Taguatinga
→ UBS 8 de Taguatinga
→ UBS 1 de Santa Maria
→ UBS 1 de São Sebastião
→ UBS 1 de Sobradinho II
→ Centro de Práticas Integrativas de Planaltina.