Em 4 meses, Alemanha já contabiliza quase 14 mil mortes por calor

Em 4 meses, Alemanha já contabiliza quase 14 mil mortes por calor

 

Estimativa “conservadora” de órgão estatal está muito acima de picos registrados em 2018 e 2019. Onda de calor no fim de junho foi especialmente letal, com mais de 9 mil mortos em apenas uma semana.

 

Por Deutsche Welle

20/08/2026 17h41  Atualizado 20/08/2026

 

Ventiladores portáteis de mão se tornaram populares no verão alemão. — Foto: Marcus Brandt/dpa/picture alliance

 

Quase 14 mil pessoas morreram na Alemanha entre abril e agosto deste ano em consequência de períodos de calor extremo, segundo estimativas do Instituto Robert Koch (RKI), entidade do governo responsável pelo monitoramento e controle de doenças.

 

Isso corresponde a quase 17 mortes por 100 mil habitantes, de acordo com o relatório mais recente do RKI sobre mortalidade relacionada ao calor, que abrange o período entre 6 de abril e 9 de agosto.

 

Segundo o RKI, trata-se de uma estimativa conservadora. Isso significa que o total de mortes associadas ao calor neste ano pode ser ainda maior. Na última década, os anos com mais vítimas haviam sido 2018 (9.400) e 2019 (7.600).

De acordo com o instituto, os períodos de calor no país levam regularmente a um aumento do número de óbitos, mas raramente são a única causa, como em situações de insolação. Na maioria das vezes, a morte é provocada por uma combinação entre altas temperaturas e doenças preexistentes, razão pela qual o calor normalmente não aparece nos atestados de óbito.

Idosos são os mais afetados

 

O calor é especialmente perigoso para idosos. Pessoas com 65 anos ou mais somavam cerca de 90% das mortes: 7.040 tinham 85 anos ou mais, cerca de 3.450 tinham entre 75 e 84 anos e 2.170 entre 65 e 74 anos. Entre as vítimas com menos de 65 anos, o RKI registrou 1.320 mortes.

 

No total, mais mulheres do que homens morreram em decorrência do calor. Segundo o instituto, um dos fatores é porque a proporção de mulheres é maior entre a população mais idosa.

Isso corresponde a quase 17 mortes por 100 mil habitantes, de acordo com o relatório mais recente do RKI sobre mortalidade relacionada ao calor, que abrange o período entre 6 de abril e 9 de agosto.

 

Segundo o RKI, trata-se de uma estimativa conservadora. Isso significa que o total de mortes associadas ao calor neste ano pode ser ainda maior. Na última década, os anos com mais vítimas haviam sido 2018 (9.400) e 2019 (7.600).

De acordo com o instituto, os períodos de calor no país levam regularmente a um aumento do número de óbitos, mas raramente são a única causa, como em situações de insolação. Na maioria das vezes, a morte é provocada por uma combinação entre altas temperaturas e doenças preexistentes, razão pela qual o calor normalmente não aparece nos atestados de óbito.

Idosos são os mais afetados

 

O calor é especialmente perigoso para idosos. Pessoas com 65 anos ou mais somavam cerca de 90% das mortes: 7.040 tinham 85 anos ou mais, cerca de 3.450 tinham entre 75 e 84 anos e 2.170 entre 65 e 74 anos. Entre as vítimas com menos de 65 anos, o RKI registrou 1.320 mortes.

 

No total, mais mulheres do que homens morreram em decorrência do calor. Segundo o instituto, um dos fatores é porque a proporção de mulheres é maior entre a população mais idosa.

 

 

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