Com titulo do Real Brasília, DF tem o elenco campeão mais jovem do Brasil

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Com titulo do Real Brasília, DF tem o elenco campeão mais jovem do Brasil

Real Brasília quebra a hegemonia do Brasiliense e se torna o primeiro campeão inédito de 2023 na comparação entre os estaduais encerrados. Com média de idade de 22,3 anos, o elenco mostra que juventude é trunfo no futebol moderno

 

Marcos Paulo Lima

Postado em 16/04/2023 03:55 / atualizado em 16/04/2023 10:47

 

O Distrito Federal tem o elenco campeão mais jovem do Brasil na comparação entre os vencedores de 16 dos 27 torneios encerrados pelo país. Com média de 22,3 anos, o Real Brasília derrotou o experiente Brasiliense (22,4) nos pênaltis, ontem, no Defelê, e alcançou o topo na elite no Candangão pela primeira vez. Derrotado por 3 x 2 na ida, o Leão do Planalto igualou o placar em 3 x 3 no agregado e forçou os pênaltis.

A decisão virou um duelo à parte entre os goleiros Wendell e Edmar Sucuri, mas também um festival de erros. Sete dos 10 cobradores falharam. O baixo escore deixa claro. Fundado em 2016, o Real Brasília, ex-Dom Pedro, fez 2 x 1 e levou a taça e o prêmio de R$ 1 milhão depositado na conta do campeão — o segundo maior Pix entre os 27 torneios domésticos do país. Atrás apenas dos R$ 5 milhões do Paulistão transferidos para a conta do bicampeão Palmeiras. Mais valorizado do que a moeda nacional, o Real é o único campeão inédito do país até agora entre todos os estaduais. O quinto no futebol candango neste século. A contar de 2001, CFZ, Brasiliense, Ceilândia e Luziânia também conseguiram o feito. O Real Brasília acessa a galeria de 23 vencedores do torneio desde a pioneira edição realizada em 1959.

 

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Foto: Júlio César Silva/Real Brasília

 

O título é uma recompensa ao time de melhor campanha no Candangão. O Real Brasília terminou em primeiro lugar na fase classificatória. Premia, também, um clube da cidade que faz do futebol feminino o seu carro-chefe e investe nas divisões de base. Participou da Copa São Paulo de Futebol Júnior nesta temporada. As Leoas do Planalto figuram na Série A1. No ano passado, disputaram as quartas de final. Hegemônico no torneio das mulheres, o clube quebra a dinastia do então bicampeão Brasiliense. Se conquistasse o título, o Jacaré ficaria a uma taça do recordista Gama. Eliminado na primeira fase, o alviverde mantém a ponta: 13 x 11.

O Real Brasília se agiganta um ano depois de cair para a segunda divisão. O clube foi um dos prejudicados pelo Candangate — o escândalo da manipulação de resultados denunciado pelo Correio Braziliense em 2021. Houve sabotagem dentro do próprio elenco em acertos com máfias de apostas. Vice-campeão da Série B local no ano passado, o Real retorna à elite com autoridade para conquistar o troféu inédito. Em tarde histórica, o acanhado, mas aconchegante estádio da Vila Planalto reviveu a decisão de 1968, como mostrou a reportagem publicada na edição de sábado, quando o Defelê ergueu a taça no mesmo endereço na decisão doméstica contra o Rabelo.

“O sentimento é de gratidão. Fiquei à vontade para trabalhar com esses jovens promissores desde o início. Perdemos o primeiro jogo por 3 x 2, mas a decisão estava aberta. Agradeço a Deus pelo título”, afirmou o treinador Gerson Ramos à TV Distrital. Ele chegou a se dividir entre os times masculino e feminino durante a disputa do Candangão. Herói nos pênaltis, o goleiro Wendell estava emocionado. “Esse título é fruto de muita dedicação”, celebrou.

 

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Foto: Júlio César Silva/Real Brasília

 

Virada

O primeiro tempo foi modorrento. Em vantagem, o Brasiliense deixou a posse de bola com o Real Brasiliense e ficou posicionado no campo de defesa à espera do contra-ataque. Anfitrião, o Leão do Planalto tocava a bola em busca de espaço, mas não encontrava. Posicionado no 5-4-1, o Jacaré fechava, principalmente, os corredores do campo.

O técnico Roberto Cavalo manteve a proposta na etapa final e permitia que o Real crescesse em busca do gol. A tentativa mais aguda demandou a intervenção do VAR para checar se a bola havia ultrapassado totalmente a fronteira do gol defendido por Edmar Sucuri. Os operadores da tecnologia entenderam que não e mandaram a partida seguir.

O susto tirou o Brasiliense da zona de conforto, O time saiu de trás e passou a incomodar o Real. O Jacaré teve pelo menos três chances consecutivas para abrir o placar, porém a defesa do Real Brasília se defendeu heroicamente. O goleiro Wendell operou milagre.

Ao buscar o empate, o Brasiliense se abriu e cedeu espaços para o Real. No entanto, ironicamente, o gol da partida teve origem em uma falha na saída de bola da defesa do Brasiliense. A trapalhada começa na reposição de Edmar Sucuri e na displicência no setor esquerdo da defesa, que dá as costas para bola. Atento, Mateus Jesus surge como uma flecha, rouba a bola, invade a área e toca na saída de Sucuri para abrir o placar.

O jogo ficou mais aberto depois do gol do Real. O Brasiliense tentou ser mais agressivo, se expôs ao segundo gol do Real, mas o empate por 3 x 3 no placar agregado levou a decisão do título para as cobranças de pênaltis no Defelê. Brilhou a estrela do goleiro Wendell no triunfo por 2 x 1 do Real Brasília depois de um festival de cobranças desperdiçadas: sete de 10.

 

Foto: Júlio César Silva/Real Brasília

 

Real Brasília 1 (2)

Wendell; Caio Mendes (), Felipe Mendes, Hyago; Thuago Ulisses () , Gabriel Lima, Lucas Souza, Igor Feijão  (Bruninho) ; Juan Azevedo, Uederson (Marcos Paulo) e Guilherme (Matheus Jesus ). Técnico: Gerson Ramos

 

Pênaltis: Tarta  – Hernane Brocador  – Gabriel Aldo  – Tobinha 

 

Brasiliense 0 (1)

Sucuri; Andrezinho, Igor, Gabriel, Aloísio (Goduxo); Aldo, Tarta, Zotti; Luquinhas (), Tobinha e Yuri Mamute (Hernane Brocador). Técnico: Roberto Cavalo

Pênaltis: Lucas Souza  – Uederson  – Caio Mendes  – Matheus Jesus 

 

Fonte: www.correiobraziliense.com.br

 

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Real Brasília e Brasiliense decidem Candangão 2023

Foto: Igo Estrela/Metrópoles

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Foto: Júlio César Silva/Real Brasília