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Chuvas: DF tem 104 áreas de risco de desastres em 22 regiões

Mapeamento foi feito pela Defesa Civil, que monitora locais para verificar ameaças e ‘vulnerabilidades geotécnicas, estruturais e ambientais’. Neste ano, temporais já causaram estragos, sobretudo, nas regiões de Ceilândia, Pôr do Sol e do Sol Nascente.

 

Por Bruna Yamaguti, g1 DF

08/04/2023 17h10  Atualizado há 17 horas

 

O Distrito Federal tem 104 áreas de risco de desastres naturais em 22 regiões administrativas. O relatório com as áreas mapeadas foi feito pela Defesa Civil do DF (DCDF), que monitora os locais, principalmente no período de chuvas, a fim de verificar ameaças e “vulnerabilidades geotécnicas, estruturais e ambientais”.

 

Neste ano, sobretudo nas regiões de Ceilândia, Pôr do Sol e do Sol Nascente, temporais causaram estragos. Casas foram destruídas e ruas ficaram alagadas com as chuvas de março (veja mais abaixo).

As 22 regiões mapeadas pela Defesa Civil são:

Gama

Taguatinga

Sobradinho

Planaltina

Núcleo Bandeirante

Ceilândia

Samambaia

Santa Maria

São Sebastião

Recanto das Emas

Riacho Fundo I

Lago Norte

Varjão

Setor Complementar de Indústria e Abastecimento (SCIA)

Sobradinho II

Jardim Botânico

Itapoã

Setor de Indústrias e Abastecimento (SIA)

Vicente Pires

Fercal

Sol Nascente/Pôr do Sol

Arniqueira

 

Segundo a Defesa Civil, são monitoradas as áreas que:

Tenham declive acentuado

Tenham erosões

Sejam próximas a córregos e demais cursos d’água, com precariedade de drenagem de águas pluviais e ou de saneamento básico

Tenham fragilidades construtivas das edificações

Apresentem acúmulo de resíduos sólidos, como entulho e restos de obras

 

Temporais já causaram estragos

 

Temporal deixa estragos nas regiões do Pôr do Sol e Sol Nascente

Estragos causados pelas chuvas na região do Sol Nascente, no DF, em 2022, em imagem de arquivo — Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Estragos causados pelas chuvas na região do Sol Nascente, no DF, em 2022, em imagem de arquivo — Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

 

Durante o mês de março, sobretudo nas regiões de Ceilândia, Pôr do Sol e do Sol Nascente, os bombeiros do Distrito Federal receberam vários chamados por causa da chuva.

Casas ficaram alagadas e trechos de asfalto foram arrancados. Na quadra 501/402, no Pôr do Sol, a enxurrada arrastou o asfalto que havia sido colocado há menos de 30 dias. Já na quadra 703, perto do Monte da Oração, a rua ficou destruída.

 

Em nota, a Administração do Sol Nascente e Pôr do Sol informou que está vistoriando e mapeando as áreas críticas para tomar as providências necessárias. “Além disso, foram acionados todos os órgãos competentes para dar assistência às famílias”, disse a administração.

 

Barraco na região do Sol Nascente, no DF, destruído após temporal — Foto: Divulgação/CBMDF

Barraco na região do Sol Nascente, no DF, destruído após temporal — Foto: Divulgação/CBMDF

 

Já a Administração Regional de Ceilândia explicou que as chuvas foram mais intensas na região sul da cidade, sendo os setores P-Sul e Guariroba os mais atingidos, além da descida da Avenida Elmo Serejo. Ainda segundo a nota, seriam iniciados trabalhos de recuperação das localidades mais afetadas.