Mulher morta a facadas no DF tinha medida protetiva contra suspeito

Mulher morta a facadas no DF tinha medida protetiva contra suspeito

 

João Alberto Mesquita da Silva, investigado pela morte Jussiara Ferreira dos Santos, possui histórico criminal de ameaça e lesão corporal

 

Felipe MachadoLarice de Paula

02/09/2026 06:48, atualizado 02/09/2026 20:34

 

A vítima de feminicídio Jussiara Ferreira dos Santos (à dir. imagem em destaque), morta a facadas em Samambaia (DF) no sábado (29/8),teve medidas protetivas concedidas contra o ex-companheiro João Alberto Mesquita da Silva (à esq. imagem em destaque), 44 anos, apontado como principal suspeito do crime.

 

Ele foi preso em flagrante. Na tarde desta terça-feira, após audiência de custódia (1°/9) a Justiça manteve a prisão do suspeito. Uma segunda pessoa envolvida no crime, a “amiga” da vítima Gisele Moreira da Silva, 42 anos, segue foragida. Ela é investigada por suspeita de ter segurado Jussiara durante o ataque.

 

O investigado também possui crimes de ameaça e lesão corporal em sua ficha criminal.

 

A medida protetiva em questão foi revogada em 2019, quando o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) requereu o arquivamento do processo. À época, a Justiça do DF entendeu que as provas reunidas não eram suficientes para justificar o início de uma ação penal.

 

“Por ora, não há linha investigativa a ser seguida que possa inovar em tal cenário, de modo que o arquivamento do presente procedimento é a medida que se impõe. Forte nessas razões, determino o arquivamento do presente procedimento policial”, determinou a Justiça.

 

Em nota, o TJDFT explicou que as medidas haviam sido concedidas após Jussiara relatar ameaças praticadas pelo então ex-companheiro. Segundo o tribunal, após o arquivamento do procedimento criminal e a revogação das medidas, não foram localizados novos registros policiais, pedidos de medidas protetivas ou processos envolvendo Jussiara e João Alberto.

 

O TJDFT ressaltou ainda que não havia medida protetiva vigente quando Jussiara foi assassinada.

 

Mulher morta a facadas no DF tinha medida protetiva contra suspeito

 

Histórico

 

Metrópoles também apurou que, em 2015, João esfaqueou o companheiro de uma ex-namorada por ciúmes. Na ocasião, o suspeito saltou o muro da casa da mulher e invadiu a residência, onde entrou em luta corporal com a vítima.

 

Em determinado momento, João foi até a cozinha, pegou uma faca e a usou para esfaquear a vítima, que foi atingida nas costas, na mão direita e no braço esquerdo. Apesar dos ferimentos, o homem conseguiu correr até um posto da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e foi conduzido posteriormente ao hospital.

 

Já em 2025, a PM emitiu um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) ao suspeito após João ameaçar um vigilante e uma técnica de enfermagem na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Samambaia.

 

Segundo o TCO, o investigado apresentava um comportamento “hostil” e “desrespeitoso” e tentado entrar no local à força. Ao ser contigo pelo vigilante, ele teria dito ao profissional de segurança: “Se não deixar eu entrar, vou lhe matar”.

 

Diante da confusão, a PMDF foi acionada e, durante a abordagem, os policias encontraram uma faca na cintura do suspeito. Como a ocorrência foi considerada de menor potencial ofensivo, a corporação optou por lavrar o TCO e apreendeu a faca.

 

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