ABRAEC alerta que redução de voos internacionais pode encarecer logística e afetar remessas expressas
Entidade chama atenção para possível impacto da nova tributação prevista na Reforma Tributária a partir de 2027
A possibilidade de empresas aéreas internacionais reduzirem ou desistirem de ampliar voos para o Brasil diante da nova tributação prevista para o transporte aéreo internacional a partir de 2027 acende um alerta para toda a cadeia logística. Cerca de 30 manifestações de companhias, associações do setor e embaixadas já questionam o governo sobre a cobrança prevista na Reforma Tributária.
Para a Associação Brasileira das Empresas de Transporte Internacional Expresso de Cargas (ABRAEC), uma eventual redução da oferta de voos pode afetar diretamente a capacidade logística do país, com reflexos sobre custos, prazos e competitividade das operações de comércio exterior e de remessas expressas.

ABRAEC alerta que redução de voos internacionais pode encarecer logística e afetar remessas expressas
“A malha aérea internacional é parte essencial da infraestrutura logística brasileira. Se a nova tributação levar empresas a reduzir frequências ou rever planos de expansão no Brasil, teremos menos capacidade de transporte, menos alternativas logísticas e potencial pressão sobre os custos das operações internacionais. É um efeito que precisa ser considerado na regulamentação da Reforma Tributária”, afirma Lara Gurgel, diretora-executiva da ABRAEC.
A preocupação se estende especialmente ao transporte internacional de cargas, que poderá ser submetido à alíquota cheia do IVA Dual, estimada em 28%. Para a entidade, além do impacto tributário, é necessário avaliar a viabilidade operacional das novas regras, considerando que o transporte aéreo internacional funciona por meio de sistemas integrados e procedimentos padronizados entre diferentes países.
“O Brasil precisa preservar sua conexão com as cadeias globais de comércio. Uma tributação que aumente custos ou complique a operação pode acabar reduzindo a competitividade do país justamente em um momento em que precisamos ampliar a eficiência logística e facilitar o comércio internacional”, acrescenta Lara.


