Sobe para mais de 3.400 número de mortos em protestos no Irã, diz ONG

Sobe para mais de 3.400 número de mortos em protestos no Irã, diz ONG

 

ONG norueguesa Direitos Humanos no Irã monitora a situação dos protestos contra o regime Khamenei, que já duram mais de duas semanas e têm denúncias de massacre. Presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu intervir no Irã em caso de morte de manifestantes.

 

Por Redação g1

14/01/2026 13h28  Atualizado há uma hora

 

O número de mortos nos protestos contra o regime Khamenei no Irã subiu para mais de 3.400 pessoas, segundo atualização desta quarta-feira (14) de uma ONG de direitos humanos que acompanha a situação no país.

 

O novo balanço dos protestos no Irã, que escalaram em dimensão e violência nos últimos dias e já ocorrem por todo o país, foi divulgado pela ONG Direitos Humanos no Irã (IHR, na sigla em inglês), baseada na Noruega, mas que monitora os protestos por meio de fontes dentro do território iraniano.

 

Segundo a ONG, o total de mortos apurado até o momento é de pelo menos 3.428 pessoas, sendo 3.379 manifestantes. O balanço foi obtido pela organização por meio de fontes no Ministério da Saúde iraniano e se refere ao dias 8 a 12 de janeiro, apenas.

 

O número real de mortes, no entanto, deve ser ainda maior, segundo ONGs, porém a apuração está sendo dificultada por conta de um bloqueio à internet no Irã imposto pelo regime Khamenei.

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Diversos relatos de testemunhas veiculados por ONGs, agências de notícias e pela imprensa internacional descreveram a violência adotada pelas forças de segurança iranianas e falam que um massacre e execuções extrajudiciais estariam ocorrendo no país. Além dos mortos, mais de 18 mil manifestantes foram presos pelo regime Khamenei, segundo a ONG norte-americana HRANA, que também monitora a situação.

 

Trump ameaça intervir militarmente no Irã por conta das mortes de manifestantes pelas forças de segurança de Khamenei, e disse na terça-feira que “a ajuda está a caminho”. Atualmente, ele avalia opções militares contra o país e a mídia dos EUA acredita que um ataque ao Irã é iminente. Em resposta, Teerã denunciou os EUA à ONU e acusou Washington de forjar um pretexto para buscar uma mudança de regime no país.

 

O Irã afirmou nesta quarta que atacará bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio caso seja bombardeado e já avisou os países vizinhos sobre a decisão, afirmou um oficial iraniano de alto escalão à agência de notícias Reuters. Já os EUA começaram a evacuar soldados de algumas de suas principais bases militares no Oriente Médio, segundo a Reuters.

Um manifestante deve ser executado no Irã nesta quarta-feira, segundo a IHR. Erfan Soltani, de 26 anos, foi preso durante um protesto no início da semana, e especialistas acreditam que sua rápida execução será utilizada como uma mensagem do regime contra os manifestantes. Trump disse que o Irã “pagará um preço muito alto” caso execute manifestantes.

 

Mesmo assim, o governo iraniano indicou que estaria disposto a realizar mais execuções, porque o Judiciário afirmou nesta quarta que priorizará “rápidos julgamentos” dos presos nos protestos —que ONGs afirmam ultrapassar os 18 mil.

 

Manifestantes entram em confronto com a polícia durante um protesto após a morte de Mahsa Amini, em Teerã, Irã, 21 de setembro de 2022.

 

 

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