Rodrigo Resende do Prado, 46 anos, morreu enquanto aguardava por atendimento no pronto-socorro do Hospital de Base, no último domingo (12/7)
Maitê Doreto, Thalita Vasconcelos
16/07/2026 02:18
LUIS NOVA / METRÓPOLES (@LuisGustavoNova)
A irmã de Rodrigo Resende do Prado, de 46 anos, detalhou como foram os últimos momentos com vida do homem antes dele morrer esperando por atendimento no Hospital de Base (HBDF). No último domingo (12/7), Rodrigo sofreu um mal súbito pronto-socorro da unidade hospitalar.
Ao Metrópoles, Bianca Resende de Almeida contou ter tentado alertar a equipe do hospital sobre a gravidade do estado de saúde do irmão, mas não obteve sucesso: “Eu pedi socorro e falei que o meu irmão estava morrendo”.
Segundo Bianca, Rodrigo chegou a ser levado até a sala de triagem apenas depois que ela insistiu e chamou a atenção dos funcionários.
“Ela colocou o aparelho no dedo dele e falou que ele estava bem, que podia esperar porque todo mundo estava na mesma situação. Eu falei: ‘Não tem ninguém aqui pior do que o meu irmão’. Mesmo assim, mandaram ele esperar sentado”, contou.
“Se eu não tivesse feito escândalo, nem pela triagem ele tinha passado. Depois que ele caiu, o segurança ainda foi lá e falou: “Levanta, cara”. Mas ele já tinha morrido”, concluiu a parente.
Busca por justiça
Familiares de Rodrigo compartilharam, em declaração feita no velório do homem nessa quarta-feira (15/7), que vão recorrer à Justiça para tentar responsabilizar os envolvidos pela tragédia.
Segundo os parentes, a primeira medida será apresentar uma denúncia ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) e, a fim de embasar ação judicial, reunir imagens das câmeras de segurança do hospital e ouvir testemunhas que presenciaram a situação.
“O Iges só emite nota para a imprensa, não liga para a família para saber como está, não pergunta se precisamos de alguma coisa, não dá amparo nenhum”, criticou o irmão da vítima Renato Resende. “Parece que daqui a uma semana já esqueceram, mas continuam acontecendo outros casos”.

Entenda o caso
Rodrigo Resende do Prado morreu no último domingo (12/7) após procurar atendimento no Hospital de Base com falta de ar;
Ele era paciente da unidade por causa de um problema renal e fazia acompanhamento frequente no hospital desde o ano passado;
Dias antes da morte, ele já havia procurado atendimento e recebeu medicação antes de ser liberado.


