Rodrigo Rollemberg e a Estratégia para 2026: Apoio a Cappelli como Caminho de Volta?

O papel de Rollemberg na construção da candidatura de Cappelli é central, com ações conjuntas que visam enfrentar a oposição e redefinir a liderança política no DF, mesmo diante de críticas que sugerem uma estratégia de retorno pessoal.

O ex-governador do Distrito Federal (2015-2018) e atual deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) tem se posicionado como um dos principais articuladores da pré-candidatura de Ricardo Cappelli (PSB) ao Palácio do Buriti nas eleições de 2026. Rollemberg, que deixou o cargo com alta rejeição após derrotas em gestões marcadas por crises administrativas, aparece em eventos, postagens e entrevistas reforçando Cappelli como o “nome mais forte” do campo progressista.

Em março de 2025, em entrevista ao CB.Poder (parceria Correio Braziliense e TV Brasília), Rollemberg confirmou abertamente: “Ele já demonstrou que é o nome mais forte do nosso campo progressista”. Ele destacou a projeção nacional de Cappelli como interventor federal na segurança após os atos de 8 de janeiro de 2023 e sua proximidade com o presidente Lula e o vice Geraldo Alckmin.

A Aliança PSB e o Papel de Rollemberg na Construção da Candidatura

O PSB lançou oficialmente a pré-candidatura de Cappelli em outubro de 2024, com anúncio do presidente nacional Carlos Siqueira após reunião com Rollemberg e o presidente do PSB-DF, Rodrigo Dias. Desde então, Rollemberg tem participado ativamente: aparece em fotos e vídeos conjuntos, como no aniversário político de Cappelli em fevereiro de 2026, onde lideranças progressistas se reuniram, sinalizando “convergência real”.

Rollemberg elogia Cappelli como líder testada em “momento difícil” (referência ao 8/1) e defende que a unidade é essencial para enfrentar nomes da direita, como Celina Leão (PP). Em postagens nas redes, ele afirma: “Estamos construindo uma ampla aliança sob sua liderança”.

Ações conjuntas incluem o protocolo de pedido de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha (MDB) em janeiro de 2026, assinado por Rollemberg, Cappelli, Cristovam Buarque (Cidadania) e Rodrigo Dias, ligado ao escândalo Master-BRB.

Críticas e Narrativas de Oposição: “Proxy” para Retorno Pessoal?

Adversários veem nessa articulação uma estratégia de Rollemberg para recuperar influência no DF indiretamente. Perfis e veículos opositores chamam Cappelli de “pára-quedista” ou “fantasma de Rollemberg”, sugerindo que o ex-governador usaria a estrutura do PSB e o apoio federal (Lula/Alckmin) para um “retorno ao poder via proxy”.

Reportagens críticas apontam semelhanças entre ações de Cappelli (como visitas a cidades-satélites e “rodas de conversa”) e estratégias antigas de Rollemberg em 2014. Há acusações de “estrutura paralela” de comunicação para Cappelli, supostamente operando em salas no Setor Comercial Sul, o que poderia configurar campanha antecipada — embora sem provas judiciais confirmadas até o momento.

Críticos lembram a rejeição histórica de Rollemberg (acima de 70% ao fim do mandato) e falam em “reprise da novela PT-PSB”, com o campo progressista tentando retomar o Buriti após derrotas.

O Cenário Atual e Perspectivas para 2026

Até março de 2026, Cappelli aparece como pré-candidato oficial do PSB, com apoio de Rollemberg, Cristovam Buarque e setores do Cidadania. A esquerda, porém, pode se dividir: Leandro Grass (PT) também é cotado para o GDF, criando dois nomes progressistas.

Rollemberg, como deputado federal e secretário no MDIC (Economia Verde), foca em fortalecer o PSB-DF e a aliança nacional, sem indicar candidatura própria majoritária. O foco declarado é unir o campo para uma “gestão moderna e eficiente”, mas o debate sobre “retorno ao poder” segue alimentado por opositores, que questionam se o movimento beneficia mais o ex-governador do que o DF.

A eleição de 2026 definirá se essa articulação prospera ou se a memória das gestões passadas pesa contra. Por enquanto, Rollemberg e Cappelli seguem lado a lado em atos públicos e nas redes, projetando unidade progressista contra o atual governo.

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