Filho que matou mãe no DF diz que parou de tomar remédios: “Fazia mal”
Questionado sobre o fato de não tomar mais os medicamentos, Vinícius disse que estava “apagando” durante a noite por causa dos remédios
22/01/2026 03:38, atualizado 22/01/2026 09:52
Preso por matar a mãe, Vinícius de Queiroz disse, durante interrogatório, que interrompeu o uso do medicamento para depressão por sentir que o remédio estava “fazendo mal” à sua rotina. A vítima, Maria Elenice de Queiroz, tinha 61 anos.
Estudante de economia da Universidade de Brasília (UnB), o jovem, de 23 anos, disse à delegada plantonista que foi “tirando aos poucos” o remédio.
“A medicação estava me fazendo mal. Ela fazia eu apagar durante a noite e, às vezes, eu não acordava a tempo de ir pra faculdade. Não abandonei, fui tirando aos poucos. Mas não fez tanta diferença, continuei dormindo normalmente”, afirmou Vinícius à polícia.
Vinícius de Queiroz foi preso em flagrante por policiais militares do 4º BPM (Guará), em um apartamento no Polo de Modas, na QE 4o do Guará II (DF);
Segundo a PM, ele estava sentado no sofá de casa quando os militares entraram no apartamento da família. O estudante demonstrou frieza;
Maria Elenice foi atingida com um golpe de faca na região do pescoço. Ela era empreendedora e tinha um espaço da Herbalife no Guará;
“A vítima estava em parada cardiorrespiratória e não resistiu aos ferimentos”, informou o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF);
O boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), que investiga o caso como feminicídio.

Sonho
Ainda no interrogatório, a delegada perguntou se ele já havia sonhado com o momento do crime. Vinícius respondeu: “Sonhar, eu já sonhei com isso, sim. É como se eu já tivesse visto isso antes”.
O jovem comentou ainda que agiu por “impulso”.
“Nós somos de personalidades diferentes. Ela fala um pouco alto e tal, eu tenho um pouco de sensibilidade, e acabei atacando ela. Foi isso. Eu a acertei com uma facada na jugular”, contou.
A investigadora também questionou se Vinícius já havia tido essa vontade súbita e estranha em outras ocasiões, e o jovem respondeu: “Não foi a primeira vez, mas antes eu conseguia controlar. Eu não me descontrolava exatamente, eu só ficava muito deprimido ou esmurrava alguma coisa”.


