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Eduardo Leite defende “plano pós-guerra” para reconstrução do RS

Governador do Rio Grande do Sul defende plano de excepcionalidade em recursos e medidas extraordinárias após tragédia no estado

 

Thalys Alcântara

04/05/2024 18:55, atualizado 04/05/2024 19:14

 

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), falou no começo da noite deste sábado (4/ 5) que o estado precisa de uma espécie de “Plano Marshall” para ser reconstruído, após as fortes chuvas que devastaram o estado nos últimos dias.

 

Mais de 32 mil pessoas estão desalojadas. Há 55 mortos confirmados e 67 desaparecidos, segundo a Defesa Civil gaúcha. Estradas, construções e redes de energia elétrica foram destruídos. Cerca de 350 mil pessoas estão sem energia elétrica.

 

“O Rio Grande do Sul vai precisar de uma espécie de um Plano Marshall, aquele de reconstrução da Europa após a guerra, de um plano de excepcionalidade em processos, em recursos, em medidas absolutamente extraordinárias. Porque, como eu insisto, quem já foi vítima da tragédia, não pode ser vítima depois da desassistência e da demora e da burocracia”, afirmou o governador.

 

Resgate de pessoas afetadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul, na Base Aérea de Santa Maria - Metrópoles

Resgate de famílias na Ilha dos Marinheiros, pela Defesa Civil de Porto Alegre - Metrópoles

 

Leite se reuniu neste sábado com os ministros da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta, e de Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, que estão no Rio Grande do Sul. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai visitar o estado, pela segunda, vez neste domingo (5/4). Os presidentes da Câmara e do Senado também devem participar do encontro.

 

Foco na Região Metropolitana

 

Atualmente, o foco das equipes de resgate é a região metropolitana de Porto Alegre. Durante todo o sábado, foram intensificadas as buscas nas cidades de Canoas, Eldorado, Alvorada e algumas regiões de Porto Alegre.

 

O governo federal está atuando na região do desastre com 29 helicópteros, quatro aeronaves, 866 viaturas e 182 embarcações. O efetivo é de quase mil militares das Forças Armadas.

 

Já o Ministério do Desenvolvimento Social disponibilizou, até o momento, 92 mil cestas básicas, sendo que 52 mil já estão em processo de entrega à população e as outras 40 mil estão em trânsito.

 

Os temporais afetam 300 cidades no estado, de acordo com o último boletim da Defesa Civil, divulgado às 18h deste sábado (4/5). São 19 municípios a mais do que no comunicado anterior, que contabilizava 281 cidades atingidas. Ao todo, 422 mil pessoas são afetadas pela tragédia.

 

Gramado, cidade turística gaúcha, também sofre com as chuvas

Resgate de famílias na Ilha dos Marinheiros, pela Defesa Civil de Porto Alegre - Metrópoles

 

Confira a lista completa:

 

SegundoEduardo Leite, os esforços se concentram em cidades como Eldorado do Sul e Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, ameaçadas pelo avanço dos rios Jacuí e Guaíba. Neste sábado, o nível do Guaíba ultrapassou a marca dos 5 metros.

 

Doações

 

O governo federal vai solicitar que os estados possam centralizar as doações para o Rio Grande do Sul em unidades do Corpo de Bombeiros. A definição sobre o escoamento das doações foi definida em reunião on-line neste sábado (4/ 5). A demanda maior é por colchões e roupas de cama.

 

A proposta definida na reunião é que as doações sejam encaminhadas pelos bombeiros de cada estado para as bases aéreas do Galeão, no Rio de Janeiro, e Guarulhos, em São Paulo.

 

Essa foi a terceira reunião da chamada Sala de Situação, criada para monitorar e definir novas ações de atendimento no estado. A reunião foi coordenada pelo ministro Rui Costa.

 

Ainda durante a reunião, o Comandante Militar do Sul, General Hertz Pires do Nascimento, disse que os itens mais necessários no atual momento são colchões, roupas de cama e banho.

 

Por: Metrópoles 

 

Resgate de famílias na Ilha dos Marinheiros, pela Defesa Civil de Porto Alegre

Foto colorida da cheia do Rio Guaíba - Metrópoles

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