Chacina deixa 7 mortos em praça pública de Viçosa no Ceará

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Chacina deixa 7 mortos em praça pública de Viçosa no Ceará

Crime ocorreu na cidade de Viçosa do Ceará, no interior do estado, na madrugada desta quinta-feira (20). Outras duas pessoas foram baleadas e socorridas.

 

Por g1 CE

20/06/2024 11h40  Atualizado há 4 horas

 

Vítimas de chacina no Ceará tinham entre 16 e 29 anos — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

Vítimas de chacina no Ceará tinham entre 16 e 29 anos — Foto: TV Verdes Mares/Reprodução

 

As vítimas da chacina que deixou sete mortos e dois baleados na Praça Clóvis Beviláqua, no Centro da cidade de Viçosa do Ceará, no interior do Ceará, na madrugada desta quinta-feira (20), tinham entre 16 e 26 anos.

 

As pessoas já identificadas são:

 

Ana Carolina de Sousa Rocha, 24 anos

Francisco Luan Brito da Silva, 26 anos

Adolescente do sexo feminino, 16 anos

Isamara de Sousa Rodrigues, 25 anos

 

André Júnior, Geovane e Júlio, de idade e nome completo ainda não confirmados

 

Sete pessoas são mortas a tiros em praça na cidade de Viçosa do Ceará. — Foto: Fernando Dias/ Arquivo pessoal

Sete pessoas são mortas a tiros em praça na cidade de Viçosa do Ceará. — Foto: Fernando Dias/ Arquivo pessoal

 

Um vídeo obtido pelo g1 mostra que as sete vítimas foram rendidas e colocadas lado a lado antes de serem assassinadas a tiros.

 

Conforme o Batalhão da Polícia Militar do município, parte do grupo estava fazendo uma comemoração na praça da matriz quando ocupantes de veículos passaram atirando, por volta das 3h. Na ação, nove pessoas foram baleadas, destas, sete morreram no local e duas foram socorridas.

 

Local de mortes foi isolado pela polícia

Sete pessoas são assassinadas em praça em Viçosa do Ceará / Créditos: Fernando Dias

 

Os sobreviventes foram levados ao Hospital Municipal de Viçosa e em seguida transferidos para o Hospital e Maternidade Madalena Nunes, na cidade de Tianguá. O estado de saúde dos baleados não foi informado.

 

Em nota, a Secretaria da Segurança do Ceará afirma que equipes policiais estão “em diligências ininterruptas, com o intuito de elucidar as sete mortes e duas lesões à bala” na cidade Viçosa do Ceará.

 

Investigação da motivação do crime

 

O secretário da Segurança, Roberto Sá, e membros da cúpula das forças policiais do estado se deslocam para o município para atuar no caso, conforme a pasta. Segundo o secretário, duas vítimas tinham passagens pela polícia, por crimes como homicídio. Além disso, uma delas, uma mulher, era monitorada por tornozeleira eletrônica. Porém, ainda não há confirmação que esses envolvimentos tenham sido a motivação do crime.

 

“Eles estavam na praça onde foram vitimados, confraternizando. Exatamente o que levou a confraternização e o motivo desse ataque ainda é prematuro dizer, mas as investigações estão colhendo todas essas informações para orientar as buscas e as identificações dos autores”, disse o Secretário.

 

O governador Elmano de Freitas classificou a violência como “inaceitável”. “Tenham certeza que os bandidos envolvidos serão identificados e presos, um a um, para que paguem na Justiça por tamanha atrocidade. Minha solidariedade aos familiares e amigos”, disse, em mensagem em rede social.

 

Segunda chacina na cidade em 2 anos

 

Sete pessoas são mortas a tiros em praça na cidade de Viçosa do Ceará. — Foto: Fernando Dias/ Arquivo pessoal

Casa onde estavam as quatro vítimas foi invadida pelos criminosos, em Viçosa do Ceará. — Foto: Reprodução/TV Verdes Mares

 

Essa é a segunda chacina registrada em Viçosa do Ceará em dois anos. No caso anterior, quatro pessoas foram mortas a tiros em uma residência, na madrugada do dia 11 de dezembro de 2021.

 

As vítimas eram mãe, filha, o companheiro da jovem e um primo dela. Eles estavam na casa quando suspeitos armados invadiram o local atirando. As duas mulheres foram mortas em um dos quartos da residência e os homens em outros cômodos. Após o crime, os suspeitos fugiram.

 

Em dezembro do mesmo ano, a polícia prendeu Expedito Erivan Melo da Silva, conhecido como Kiko, apontado como chefe de um grupo criminoso com atuação em Tianguá e suspeito de participação na chacina.