Centro Administrativo do DF, em Taguatinga, começa a receber servidores após 12 anos fechado

Centro Administrativo do DF, em Taguatinga, começa a receber servidores após 12 anos fechado

 

Cerca de 4 mil funcionários da Secretaria de Obras devem ocupar o espaço. Prédios passaram por reformas para corrigir infiltrações, rachaduras e sinais de depredação.

 

Por Marília Marques, g1 DF

04/09/2026 16h49  Atualizado 04/09/2026

 

Após 12 anos de abandono, o Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD), em Taguatinga, começou a ser ocupado. A estimativa do governo é que 4 mil servidores da Secretaria de Obras sejam transferidos para o local.

 

🔎 Em junho, a governadora do DF, Celina Leão (MDB), rebatizou o Centrad como Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD).

 

Segundo o planejamento do Governo do DF, após a Secretaria de Obras, o centro administrativo receberá servidores da Governadoria e da Casa Militar.

 

➡️ O complexo foi construído na via Elmo Serejo, que dá acesso ao Túnel Rei Pelé. A pista é movimentada e recebe cerca de 60 mil veículos por dia no sentido Plano Piloto.

 

➡️ O espaço total conta com 182 mil metros quadrados e 16 prédios construídos. Nesta etapa inicial, os servidores da Secretaria de Obras vão trabalhar em dois ou três blocos que já estão prontos para uso.

 

Para receber os funcionários, os edifícios passaram por manutenção. Foram feitos reparos nos pisos e nas instalações hidráulicas e elétricas, além da contenção de infiltrações, rachaduras e sinais de depredação. A infraestrutura e o paisagismo também receberam cuidados.

 

Centrad, em Taguatinga, no DF, rebatizado de CAD (Centro Administrativo do Distrito Federal) — Foto: TV Globo

Centrad, em Taguatinga, no DF, rebatizado de CAD (Centro Administrativo do Distrito Federal) — Foto: TV Globo

 

Servidores relataram que a mudança para a nova sede, em Taguatinga, vai facilitar o trajeto diário, beneficiando, por exemplo, moradores do Riacho Fundo.

 

Para marcar o início oficial da ocupação, as bandeiras do Brasil, do Distrito Federal e do Mercosul foram hasteadas em frente ao prédio da Governadoria do complexo.

Relembre a construção do complexo

O Complexo foi construído por meio de uma Parceria Público Privada (PPP) entre o GDF e o consórcio privado formado pela Via Engenharia e Odebrecht, com valor previsto de R$ 6 bilhões e duração de 22 anos.

 

Além de erguer o prédio, o consórcio formado pela Via Engenharia e Odebrecht ficaria responsável por serviços como manutenção, segurança, limpeza do espaço. Pelos serviços após a inauguração, as empresas receberiam R$ 17 milhões mensais.

Como o projeto nunca foi inaugurado, esses valores nunca foram pagos. Por outro lado, as duas empresas alegam que gastaram cerca de R$ 1,5 bilhão na construção do Centrad e também tentam reaver o valor investido na negociação.

Em 2020, contudo, uma decisão da 4ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, proibiu o Governo do DF de repassar recursos ao consórcio.

O GDF, no entanto, tem outros gastos com o complexo. Desde que a PPP foi anulada em 2022, é o governo do DF responsável pela segurança do local, que abandonado é alvo de invasão, vandalismo e depredação.

 

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