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Após absolvição, Moro diz que julgamento foi “impecável” e defende “pacificação institucional”

Após absolvição, Moro diz que julgamento foi “impecável” e defende “pacificação institucional”

 

Por Camila Abrão

09/04/2024 21:49

 

Após ser absolvido pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), o senador Sergio Moro (União-PR) afirmou que o julgamento foi “técnico e impecável” e defendeu a “pacificação institucional”. Ele foi alvo de duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (Aijes) que pediam a cassação de seu mandato. Apesar da decisão favorável, Moro ainda enfrentará recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

“Há juiz em Curitiba, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, em julgamento técnico e impecável, rejeitou as ações que buscavam a cassação do mandato de senador que me foi concedido pela população paranaense”, disse o parlamentar ao lado da esposa, a deputada federal Rosangela Moro (União-SP), na noite desta terça-feira (9).

 

O senador afirmou que o TRE-PR “representa um farol para a independência da magistratura frente ao poder político”. O placar ficou em cinco votos a dois pela rejeição das ações movidas pela Federação Brasil da Esperança (que reúne PT, PCdoB e PV) e pelo PL que acusaram Moro de abuso de poder econômico nas eleições de 2022.

 

“Juízes, desde que independentes e sujeitos apenas a lei, são a garantia da liberdade”, enfatizou Moro, que é ex-juiz da Lava Jato. Ele destacou que o TRE-PR “preservou a soberania popular e honrou os votos de quase 2 milhões de paranaenses”.

 

“Sempre tive minha consciência tranquila em relação ao que foi feito em minha campanha eleitoral. Seguimos estritamente as regras, as despesas foram todas registradas. os adversários as inflaram artificialmente e invocaram insistente abuso de poder econômico”, disse.

 

Moro afirmou que ações contra ele “não passam de oportunismo misturado com retaliação” contra a Lava Jato.

Moro afirmou que ações contra ele “não passam de oportunismo misturado com retaliação” contra a Lava Jato.| Foto: Jonas Pereira/Agência Senado.

 

Moro aponta retaliação contra Lava Jato

 

O ex-juiz apontou que seus adversários “queriam criar regras novas para a fase de pré-campanha e aplicá-las retroativamente para cassar arbitrariamente mandatos”. Para Moro, as ações seriam uma “retaliação” contra a Lava Jato.

 

“No fundo, não passa de oportunismo misturado com retaliação contra o combate a corrupção feita na operação Lava Jato. A Justiça deu resposta firme contra essa pretensão absurda”, ressaltou.

 

O senador afirmou que “ainda há um caminho pela frente”, mas disse esperar que “a solidez desse julgamento sirva como um freio a perseguição absurda” que ele a família sofreram desde o início deste mandato.

 

Pacificação institucional

 

Durante o pronunciamento, Moro defendeu a “pacificação institucional” e destacou que “não há inimigos em uma democracia, apenas adversários”.

 

“No Senado tenho contato com o apoio de meus pares. O julgamento de hoje é também um alento a eles, pois representa a afirmação de que a oposição política tem o direito a existir, o que é condição para a sobrevivência da própria democracia”, afirmou.

 

“Espero que eles, meus pares, sejam também bem-sucedidos nas respectivas provações. É tempo de pacificação institucional e de respeito ao Congresso. Não há inimigos em uma democracia, apenas adversários”, acrescentou.