“Faz-se necessária”, diz deputado Pepa sobre internação involuntária
Ao CB.Poder, o líder do Governo na CLDF avaliou que é preciso ter projetos que tratem do acolhimento de pessoas em situação de rua
Deputado Pepa (Pedro Paulo de Oliveira), líder do Governo na Câmara Legislativa e presidente da Comissão de Agricultura, é o entrevistado do CB.Poder – (crédito: CB)
O deputado Pepa (PP), líder do Governo na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e presidente da Comissão de Agricultura, avaliou ser necessária a Lei nº 7.923, que institui a Política Distrital de Acolhimento Humanizado e Atenção Integral à População em Situação de Rua. Nesta terça-feira (25/8), em entrevista ao CB.Poder — parceria entre o Correio Braziliense e a TV Brasília — o político disse que, tendo em vista a quantidade de pessoas acometidas pelo alcoolismo nas ruas do DF, é essencial tratar do acolhimento desse grupo.
Conforme o texto da lei, sancionada em julho e regulamentada nesta segunda-feira (24/8), o acolhimento e a atenção psicológica ou de saúde mental segue sendo feito a partir da adesão voluntária. No entanto, em casos de risco iminente à vida do próprio paciente ou de terceiros, está autorizada a internação humanizada de caráter involuntário. A medida é classificada como de “última instância”. Nesta semana, duas pessoas foram internadas compulsoriamente no DF.

De acordo com Pepa, a governadora Celina Leão (PP) foi “muito feliz” quando criou esse projeto de acolhimento. Ele considerou que são vários os fatores responsáveis por levar uma pessoa a viver na rua. Além de questões de saúde mental, por exemplo, há problemas de convívio familiar. “Não vi nenhum governo criar um projeto com esse tema do acolhimento, algo que precisamos ter”, observou.
Para ele, além de estar relacionado à segurança pública, o acolhimento diz respeito a questões de humanidade. Pepa disse que esse é um projeto que precisa se ajustar, mas que se faz necessário diante da importância de o Estado agir. “Precisamos ter carinho com essas pessoas. Muitas vezes, apenas o acolhimento basta”, afirmou.
*Estagiária sob supervisão de Nahima Maciel
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