Mecânico que matou dono de oficina foi preso fumando a metros do crime
Eduardo Jesus Rodrigues, 24 anos, assassinou brutalmente o patrão e foi para um bar logo em seguida. Caso aconteceu nessa quarta-feira (6/5)
07/05/2026 12:31, atualizado 07/05/2026 12:31
Sem se preocupar em fugir de imediato, o mecânico que assassinou brutalmente o próprio patrão com chutes, facadas e pisões, na manhã dessa quarta-feira (6/5), se dirigiu a um bar após cometer o crime. Eduardo Jesus Rodrigues (foto em destaque), 24 anos, matou o chefe na loja da vítima, no Setor de Oficinas Norte (SOF Norte), se encaminhou para um boteco, que fica ao lado do estabelecimento.
Quem confirma a versão é a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) que prendeu Eduardo em flagrante no bar. “Ele estava sentado, com uma garrafa de água e fumando”, confirma o major Edimar Oliveira.
Segundo o policial, Eduardo confessou o crime e não resistiu à prisão. “Ele não reagiu à abordagem. Falou que tem problemas psicológicos, confessou [o crime] e falou que a motivação foi vingança”, encerra o major.
Um comerciante vizinho à oficina da vítima deu a mesma versão ao Metrópoles. “Ele se sentou no bar aqui do lado e pediu, tranquilamente, uma água e um cigarro”. Segundo o rapaz, Eduardo estava com uma mão suja de sangue e ainda portava a faca utilizada para matar o patrão.

Entenda o caso
Por volta das 11h, Eduardo Jesus Rodrigues entrou na oficina e encontrou o patrão sentado. O chefe dele era Flávio Cruz Barbosa, 49 anos.
As imagens de câmeras de segurança flagraram Eduardo dando uma chute na cabeça de Flávio, que parece ficar desacordado com o golpe. Segundos depois, o criminoso dá várias facadas no patrão.
Em seguida, Eduardo derruba Flávio e dá sequência às agressões. O criminoso usou uma roda para esmagar o patrão.
Por fim, o autor sai arrastando o corpo de Flávio, deixando um rastro de sangue no chão da oficina. O homem morreu no local.
Flávio Cruz Barbosa era dono da oficina OUD. Ele havia acabado de retornar de uma viagem a trabalho para Alexânia com o irmão, Leonardo Cruz.
“Não sabia que era a última vez”
Leonardo chegou a ir à oficina de Flávio antes de todo o ocorrido. Ele e o irmão conversaram por um período, até que Leonardo deixou o estabelecimento. O crime aconteceu logo em seguida.
“Ele não sabia que era a última vez [que veria o irmão]”, contou Leonardo, horas após a perda de Flávio. “Fico triste porque foram questões de minutos: eu saí e isso aconteceu”.
Segundo Leonardo, o irmão era reconhecido na capital por trabalhar com restauração de veículos antigos e também pela atuação no mercado de cervejas artesanais. “Um homem notável na sociedade e muito amado pelos familiares e amigos”, resumiu.
A sobrinha de Flávio, Carolina Leslye, diz que o tio foi vítima de uma “crueldade”. Bastante abalada e com os olhos marejados, Caroline contou que o empresário tinha boa índole, era pai presente e sempre agia em prol da família.
“Esse é o legado que ele deixa. Vou lembrar sempre dele como o tiozão legal que ensinou a gente a dirigir”, conta. Flávio deixa um filho de 6 anos.
A Polícia Civil (PCDF) investiga o caso.


