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Preservativos são achados ao lado do corpo de mulher raptada após chacina

Cleonice Marques de Andrade, 43 anos, foi encontrada morta neste sábado (12/6), após três dias de busca da família, polícia e bombeiros

Manoela Alcântara

Carlos Carone

12/06/2021 17:10,atualizado 12/06/2021 17:10

O local onde foi encontrado o corpo de Cleonice Marques de Andrade, 43 anos, tinha cabanas de lona e preservativos espalhadas ao redor. Populares gravaram vídeo da área onde a polícia encontrou a mulher na manhã deste sábado, próximo ao Córrego da Coruja. A vítima estava nua e com marcas de ferimentos nas nádegas.

Cleonice foi encontrada morta por um grupo de moradores, que foi às ruas na manhã deste sábado (12/6) para ajudar nas buscas pela mulher. Ela estava desaparecida desde a última quarta-feira (9/6). Na ocasião, um homem invadiu a casa onde ela morava com o marido e os filhos. O suspeito matou Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, Gustavo Marques Vidal, 21, e Carlos Eduardo Marques Vidal, 15 e raptou Cleonice.

Quem reconheceu o corpo da mulher foi Ivan Rodrigues de Amorim, irmão da vítima. “Quando disseram que haviam encontrado, desci até o córrego e identifiquei que era a minha irmã. Ela estava com uma cicatriz na nádega esquerda e arranhões, mas não sabemos o que pode ter ocorrido”, contou.

A polícia vai trabalhar no laudo de necropsia a fim de identificar se houve estupro da vítima enquanto estava viva ou relações sexuais após a morte. Como o estado de decomposição do corpo não estava avançado, os laudos não serão prejudicados.

Segundo a polícia, Lázaro Barbosa de Sousa tinha dois esconderijos na região do Incra 9, no DF — Foto: PCDF / Reprodução

 Foto: Polícia Civil do DF / Reprodução

Chacina

Uma das hipóteses para a chacina ocorrida na Fazenda Vidal, na madrugada de quarta-feira, é de que Lázaro Barbosa de Sousa, 32, tenha invadido a casa para roubar os pertences da família. No entanto, ao ver que Cleonice pedia socorro pelo telefone, ele matou pai e filhos e se apressou em deixar o local do crime, levando-a como refém.

Ivan de Amorim comentou que a maior esperança era encontrar irmã viva. “A gente saiu cedo esperando encontrá-la viva. Infelizmente, encontramos só o corpo sem vida. Mas estamos aliviados de termos a encontrado.” Ele diz que irmã era uma mulher caridosa, muito esforçada, humilde e religiosa. “A família está muito abalada. Perdemos os quatro. Os meus sobrinhos também eram meninos muito bons”, lamentou.

Foto: Divulgação/CBMDF

Medo

Robson Pereira da Silva, 50 anos, presidente da Associação dos Produtores e Moradores do Incra 9, ressaltou que a chacina deixou a população apreensiva e que, por isso, resolveram montar um grupo de buscas, para ajudar os policiais. “Os moradores estão aterrorizados com tudo o que aconteceu. Estávamos muito angustiados em não ter notícias dela e resolvemos mobilizar todos.”

O grupo encontrou a vítima de bruços, na parte rasa do Córrego das Corujas. “A nossa esperança era encontrá-la com vida. Amarrada, amordaçada”, diz Robson.

Próximo ao córrego tem uma casa que está desocupada há cerca de 15 dias. Até a última atualização desta reportagem, ninguém informou ter visto o percurso que Lázaro fez até chegar com a vítima na região de mata onde ela foi encontrada. O corpo estava há cerca de 200 metros da residência.

Nas proximidades do Córrego da Coruja, próximo de onde o corpo de Cleonice estava, uma barraca improvisada com uma lona e madeira foi encontrada.

Major Adauton Santana, comandante do Batalhão Rural da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) , participou da operação para localizar Cleonice. “Ela foi encontrada com a face voltada para o chão e o corpo estava no leito d’água. Estávamos esperando encontrá-la com vítima. Infelizmente não aconteceu”, disse.

Sobre o suspeito, identificado como Lázaro Barbosa de Sousa, 32 anos, o comandante diz que as buscas continuam. “Existe informações que ele não está mais na região e isso traz uma tranquilidade aos moradores. A Polícia Militar do Estado de Goiás (PMGO) também está no propósito de encontrá-lo para tirá-lo de circulação”, explica.

Chacina

A chacina chocou o Distrito Federal. Os corpos estavam em um quarto, um deles sobre a cama, e os outros dois no chão. As vítimas foram encontradas com marcas de tiro e facadas.

Cleonice conseguiu ligar para a família pedindo socorro ao ver que a porta da sua casa estava sendo arrombada. Eles chegaram rapidamente ao local, 10 minutos depois. No entanto, Cleonice já havia sido levada. Cláudio Vidal ainda estava vivo.

Antes de morrer, Cláudio Vidal disse ao cunhado que a esposa havia sido levada por quem invadiu a casa deles: “Age rápido porque levaram a Cleonice”. A polícia informou que os celulares das vítimas estavam em casa. Porções de dinheiro também foram encontradas. Não há indícios de que algo foi levado da residência.

A família morava e era dona de uma floricultura no local.

triplo homicídio

Fonte: www.metropoles.com