PM suspeito de chefiar esquema de agiotagem no DF levava vida de luxo com carros caros e viagens; veja imagens

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PM suspeito de chefiar esquema de agiotagem no DF levava vida de luxo com carros caros e viagens; veja imagens

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Sargento Ronie Peter Fernandes da Silva e outras cinco pessoas foram presas nesta terça-feira (16). Salário dele na PM é de pouco mais de R$ 8 mil; g1 aguarda posicionamento da corporação e tenta contato com defesa.

Por Walder Galvão e Sthefanny Loredo, g1 DF e TV Globo

16/11/2021 09h59  Atualizado há 52 minutos

Policial Militar Ronie Peter foi preso por agiotagem, no DF — Foto: Instagram/Reprodução

Policial Militar Ronie Peter foi preso por agiotagem, no DF — Foto: Instagram/Reprodução

Preso suspeito de chefiar um esquema de agiotagem no Distrito Federal, o sargento da Polícia Militar Ronie Peter Fernandes da Silva, de 45 anos, levava uma vida de luxo. Com carros caros e em viagens nacionais e internacionais, o militar costumava ostentar nas redes sociais. O salário dele líquido na corporação é de pouco mais de R$ 8 mil.

Ronie e outras seis pessoas foram alvo da operação S.O.S Malibu, deflagrada nesta terça-feira (16). A suspeita é de que o grupo tenha movimentado R$ 8 milhões nos últimos 6 meses, emprestando dinheiro e extorquindo vítimas na capital (veja detalhes abaixo).

Operação SOS Malibu

Carro apreendido em operação que investiga PM por suspeita de agiotagem no DF — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Ao todo, foram 15 mandados judiciais expedidos e cumpridos em Vicente Pires, Taguatinga e São Paulo (SP). Além da prisão e da apreensão dos veículos, a Justiça determinou o bloqueio de sete contas bancárias, de pessoas físicas e jurídicas, que mantinham R$ 8 milhões.

g1 entrou em contato com a Polícia Militar, mas não obteve retorno até a última atualização desta publicação. A reportagem tenta contato com a defesa de Ronie.

Ostentação

De acordo com a Polícia Civil, Ronie tinha pelo menos quatro carros de luxo, avaliados em R$ 3 milhões. Os veículos foram apreendidos durante a operação.

Sargento da PM do DF Ronei Peter foi preso por agiotagem — Foto: Instagram/Reprodução

Sargento da PM do DF Ronei Peter foi preso por agiotagem — Foto: Instagram/Reprodução

Nas redes sociais, o sargento, que se identifica como “Ronie Malibu”, faz questão de mostrar os bens. Além dos veículos de luxo, viagens para destinos como China e Dubai estão expostos na galeria virtual.

Há dois dias, Ronie postou uma foto nas Ilhas Maldivas, considerado um dos destinos mais caros do mundo. “Sempre de braços abertos para receber as bênçãos de Deus, muita gratidão por tudo”, diz a legenda da foto (veja abaixo).

O militar também publicou imagens de passeios em moto aquática e em avião particular. Registros de Ronie em restaurantes, praias e em embarcações também compõem o mural de fotos do sargento.

Segundo o Portal da Transparência do Distrito Federal, o salário líquido de Ronie, que desempenha função de terceiro sargento, foi de R$ 8.290,95, em setembro deste ano.

PM do DF Ronie Peter tem salário líquido de pouco mais de R$ 8 mil — Foto: Portal da Transparência DF/Reprodução

PM do DF Ronie Peter tem salário líquido de pouco mais de R$ 8 mil — Foto: Portal da Transparência DF/Reprodução

Esquema familiar

A polícia acredita que os sete investigados emprestavam dinheiro a terceiros com juros superiores aos permitidos por lei, e cobravam os valores mediante “grave ameaça”. Seis deles foram presos e um está foragido em São Paulo (SP).

A Polícia Civil afirma que o esquema de agiotagem contava com integrantes da família de Ronie. O pai e o irmão estão entre os detidos na operação desta terça.

Preso por agiotagem PM levava vida de luxo no DF — Foto: Instagram/Reprodução

Preso por agiotagem PM levava vida de luxo no DF — Foto: Instagram/Reprodução

O sargento e outro familiar eram responsáveis por emprestar os valores e cobrar dos envidados. Em algumas situações, eles tomavam veículos e exigiam transferência de imóveis das vítimas. O militar era responsável pela aquisição dos veículos de alto luxo, segundo a investigação.

Os outros cinco investigados eram “operadores financeiros”, que faziam transações e saques em contas de empresas de fachada, para “dar uma aparência lícita aos valores oriundos da agiotagem”.

Desses, três eram responsáveis pela ocultação do dinheiro. Eles cediam os nomes para registro dos veículos de alto luxo, cujo dono era o sargento.

Apreensão da Operação SOS Malibu

Máquina de contar cédulas e dinheiro apreendidos durante operação, no DF — Foto: PCDF/Divulgação

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