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Policiais cumprem 11 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais. Suspeita é de que R$ 2 milhões tenham sido fraudados de programas da Finatec, instituição vinculada à Universidade de Brasília (UnB), e do CNPq; g1 tenta contato com entidades.

Por Isabela Camargo, Wellington Hanna e Walder Galvão, TV Globo e G1 DF

21/09/2021 07h22  Atualizado há 6 horas

Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (21), operação contra desvios de verbas públicas destinadas a projetos de pesquisas científicas financiados pela Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), vinculada à Universidade de Brasília (UnB), e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os investigadores cumprem 11 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais.

De acordo com a investigação, a suspeita é de que a fraude chegue a R$ 2 milhões. Os policiais identificaram que os desvios ocorreram entre 2015 e 2020 de projetos que receberam mais de R$ 10 milhões de verbas públicas.

Segundo os agentes, os alvos da operação, que não tiveram a identidade revelada, usavam o dinheiro para pagamento de viagens não relacionadas aos projetos e transferiam valores para conta pessoal do coordenados de um dos programas. G1 tenta contato com entidades.

A UnB negou vínculo com a Finatec, entretanto, em nota, informou que a Finatec é uma fundação privada, que tem contratos de gestão e administrativo com a instituição de ensino. Além disso, a universidade disse que “está à disposição das autoridades e da sociedade”.

Veículo da Polícia Federal em frente à Finatec, no DF — Foto: PF/Divulgação

Veículo da Polícia Federal em frente à Finatec, no DF — Foto: PF/Divulgação

Além disso, os investigados, de acordo com os policiais, faziam pagamentos em duplicidade a bolsistas e usavam os recursos dos projetos para financiar despesas, como pagamento de aluguel de imóvel de luxo em Brasília. Os envolvidos são suspeitos de peculato e lavagem de dinheiro. A pena para os crimes é de até 22 anos de prisão.

Denúncia

A operação, batizada de Klopês, veio à tona após auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) identificar possível esquema de desvio de recursos públicos. Segundo o órgão, análises feitas em parceria com a PF identificaram irregularidades.

A CGU informou ainda que identificou favorecimento pessoal às empresas correlacionadas ao coordenador do projeto, além da “manipulação indevida de documentos”, que visava prestação de contas junto aos órgãos que repassavam os recursos.

De acordo com o órgão, os recursos destinados aos projetos são federais e são financiados pelo Ministério da Economia, Superior Tribunal Militar (STM) e Ministério da Educação.