Força-tarefa cumpre 13 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão contra policiais. Auditoria militar também investiga casos de corrupção e fraude processual.

 

 

Policiais civis chegam a Brasília com apreensões da operação Torre de Babel — Foto: TV Globo/Reprodução

 

Por Marília Marques e Mara Puljiz, G1 DF e TV Globo

06/06/2019 08h58  Atualizado 2019-06-06T12:42:56.226Z

 

 

A Polícia Civil cumpriu, nesta quinta-feira (6), 13 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão contra policiais militares do Distrito Federal. A investigação apura crimes de associação criminosa, tortura, corrupção passiva e fraude processual (entenda abaixo).

 

A determinação foi expedida pela Auditoria Militar do DF. O juiz manteve os casos sob segredo de Justiça, portanto, novos detalhes da investigação não foram divulgados.

 

Os detidos foram levados para um ala reservada a militares no sistema penal de Brasília, no prédio conhecido como "Papudinha". Eles ficarão presos por tempo indeterminado.

 

A ação é feita em parceria com a Corregedoria da PM e do Ministério Público (MPDFT). Em nota, as instituições afirmam que "buscam assegurar [...] a certeza de que a segurança pública deve ser conduzida com responsabilidade e respeito".

 

A investigação

 

A operação foi batizada de "Dolus Malus" e é um desdobramento da "Torre de Babel", iniciada em outubro do ano passado. Na época, a PCDF prendeu, temporariamente, três militares suspeitos de tráfico interestadual de drogas e desvio de cargas.

 

Na casa dos detidos, segundo a Polícia Civil, foram encontradas 4 armas ilegais, 50 munições usadas em armamentos pesados, porções de crack e uma balança de precisão (veja detalhes abaixo).

 

Desvio de drogas

 

A operação começou com a investigação de Toninho do Pó, traficante preso em Brasília. Com ele, foi encontrada meia tonelada de maconha, mas a Polícia Civil afirma que apenas 250 kg foram apresentados na delegacia no Gama.

Na época, os policiais teriam dito que o traficante fugiu. Tempos depois, ao ser preso, Toninho prestou depoimento ao delegado e confessou possuir uma quantidade maior da droga. Ao G1, a Polícia Civil disse ainda que o traficante foi mantido em cárcere privado pelos militares presos.

 

Para a polícia, trata-se de uma organização criminosa interestadual "dedicada não apenas à traficância, mas também a roubos, furtos e desvios de cargas". Os itens seriam revendidos em cidades de seis estados brasileiros, além do Distrito Federal.

 

Ainda de acordo com a investigações, o líder da organização contava com o apoio de dois "braços" para praticar roubos e furtos de cargas. Eles teriam recrutado motoristas e falsificado as notas fiscais dos produtos roubados, além de registrado falsas ocorrências de roubo e furto de carga.

 

Na outra frente de atuação, "Toninho do Pó" recebia ajuda de um homem que, segundo a polícia, mantinha "vigorosa atuação na seara do tráfico de drogas".

 

Torre de Babel

 

O nome da operação "Torre de Babel" refere-se à grande quantidade de cidades alvos da atuação do grupo criminoso e, também, ao grande número de forças mobilizadas para desarticular o esquema.

 

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