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Filha viu o pai matar a mãe com tiro na cabeça: “Como você fez isso?”

Filha viu o pai matar a mãe com tiro na cabeça: “Como você fez isso?”

Dias antes do crime, a jovem escutou o pai dar tiros para o alto. Ao questioná-lo, ele explicou que estava apenas “testando”

Mirelle Pinheiro

18/10/2021 10:03,atualizado 18/10/2021 11:10

A morte da empresária Olivia Makoski, 47 anos, foi presenciada por uma das filhas da mulher. A jovem, de 25 anos, deu detalhes do momento em que o pai, Francisco de Assis Guembitzchi, 55, atirou na ex-companheira, na madrugada desse domingo (17/10), no Pôr do Sol. A testemunha relatou que viu o pai atirar duas vezes. Segundo ela, os disparos atingiram a cabeça da mãe.

Antes do feminicídio, o casal, separado há dois meses, tinha ido a um forró, em Ceilândia. Apesar do fim do relacionamento, Guembitzchi permanecia morando com a ex-mulher, pois tentava a reconciliação. Na festa, o suspeito do crime teria visto Olivia com o novo namorado. “Quando chegou, ele fez um símbolo de V, para marcar sua presença no local”, disse a jovem.

A filha conta, que após o evento, o pai chegou primeiro à casa da família. Ele disse apenas “oi” . Ela não percebeu nada de anormal, salvo o fato de Guembitzchi estar embriagado. Assim que voltou da festa, Olivia deu um ultimato ao ex, afirmando que ele teria de sair de lá até esta segunda-feira (18). Ao ouvir a briga na área externa, a jovem saiu da residência para ver o que estava ocorrendo e presenciou os tiros. Em desespero, correu em direção à mãe e viu o pai pegar uma faca.

Nesse momento, uma outra filha do casal, de 23 anos, que também estava no imóvel, acordou ao ouvir os gritos da irmã: “Minha mãezinha”, “Como você fez isso?”. Quando foi para a parte externa da casa, viu Olivia deitada no chão com muito sangue. A garota olhou para a cozinha e flagrou o pai com uma faca em punho cortando o próprio pescoço e, em seguida, desferindo várias facadas contra si.

Ela correu para conter as netas da vítima, que estavam na residência, e, ao retornar, viu o pai agonizando. Dias antes do crime, a jovem escutou Guembitzchi dando tiros para o alto. Ao questioná-lo, ele explicou que estava apenas “testando a arma”.

Olívia Makoski

Foto: Casal estava separado

O crime

O crime aconteceu na Quadra 207 do Pôr do Sol, por volta da 1h40 de domingo (17/10). O caso está sob os cuidados da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam II). Segundo a delegada-chefe da unidade policial, Adriana Romana, as investigações apontam para o crime de feminicídio, seguido por suicídio.

“Aparentemente, houve uma discussão. Ele a agrediu e, depois, ceifou a própria vida”, disse a delegada. No imóvel, policiais também localizaram um revólver. “Ainda não sabemos se foram efetuados disparos. Aguardamos os laudos”, explicou Adriana Romana.

A tragédia ocorreu na residência do casal. Peritos foram chamados para analisar a cena do crime. Olivia e Francisco tinham um restaurante na região. Segundo a delegada, não havia histórico de violência física entre os dois, mas de agressões verbais.

Pouco depois do crime, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi até o local. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) também se deslocou para o endereço, mobilizando duas viaturas e seis militares. Mas, quando chegaram ao imóvel, Olivia e Francisco já não apresentavam sinais vitais.

Fachada da Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (DEAM II) — Foto: SSP-DF/Divulgação

Fachada da Delegacia de Atendimento Especial à Mulher (DEAM II) — Foto: SSP-DF/Divulgação

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Fonte: www.metropoles.com