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Família denuncia que PM invadiu casa e executou jovem, em Luziânia

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Parentes contam que ele não tinha antecedentes criminais. As polícias militar e civil não se manifestaram sobre o caso.

Por Vitor Santana, g1 Goiás

18/10/2021 18h34  Atualizado há 23 horas

Uma família denuncia que policiais militares invadiram a casa onde moram e executaram um jovem de 18 anos em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal. Os parentes contam que ele não tinha passagem pela polícia e, mesmo sem reagir à abordagem, levou pelo menos três tiros.

Procuradas pelo g1, as polícias militar e civil não se manifestaram sobre o caso até a publicação desta reportagem.

A família conta que Miguel Reinaldo de Paula Mendes tinha uma arma de fabricação caseira, o que pode ter levado os policiais a desconfiarem o jovem. Eles contam que os policiais entraram na casa sem mandado judicial e o encontraram no corredor. Onde foi baleado.

A advogada Flávia Silva, que representa a família, disse que, no momento em que foi abordado, Miguel não estava com a arma. Ela acredita que ele tenha jogado no lote do vizinho.

“Ele não estava correndo, não tentou fugir. A perícia mostrou que não tem nenhum tiro disparado na direção dos policiais, só na direção do Miguel. Ele não teve chance de defesa. Só no peito foram três tiros”, disse.

Após balearem o jovem, a polícia chamou o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) para levá-lo a uma unidade de saúde. Porém, a família diz que ele já chegou morto.

“Depois de matar o Miguel, os policiais ainda tentaram entrar na casa para mudar o local do crime, mas a gente e a população ao redor não deixou”, afirmou a advogada.

Miguel Reinaldo de Paula Mendes, de 18 anos, morto pela Polícia Militar em Luziânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Miguel Reinaldo de Paula Mendes, de 18 anos, morto pela Polícia Militar em Luziânia — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

O corpo foi levado para o Instituto Médico Legal. O caso foi registrado na Central de Flagrantes da cidade. A Polícia Civil informou que não vai se pronunciar sobre o caso por ser uma morte em confronto.

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